Em 6 de julho de 1944 o 1º GAvCa chegava a Suffolk, para o treinamento de adaptação ao P-47 Thunderbolt. Ainda com seu equipamento de viagem, os membros do 1º GAvCa tomaram parte nas cerimônias militares de recepção de tropa estrangeira a uma base americana, perfilados frente a frente com os soldados americanos. Como é comum nessas cerimônias, houve os habituais discursos, continências, honras às bandeiras dos dois países e o formal deslocamento que ocorre ao final de toda cerimônia militar.
Ao final da cerimônia, a tropa americana foi a primeira a retirar-se, marchando e cantando a canção da Força Aérea Americana. Chega a vez da retirada da tropa brasileira. A ordem de "ordinário marche" é obedecida com todo o grupo esforçando-se ao máximo para que a cadência, alinhamento, cobertura e movimentos de braços fossem perfeitos, dada a importância do evento, faltando apenas a canção da Força Aérea Brasileira. O problema era que a maioria da tropa desconhecia a canção da FAB e esta seria fatalmente mal cantada, comprometendo a "performance" da tropa brasileira no deslocamento. A situação foi salva graças à presença de espírito do Major Marcílio Gibson Jacques, que comandando a tropa e percebendo a situação, rapidamente ordenou "entre dentes":
- "Pela testa, a canção da 'Jardineira'... começar!"
A tropa imediatamente percebeu a saída encontrada pelo Major Gibson e cantou com entusiasmo: "Ó jardineira por que estás tão triste? Mas o que foi que te aconteceu?". Como os americanos não entendiam o português, consequentemente não importando a letra da música, o que valeu naquele instante foi a vontade e a vibração com os quais a música foi cantada. O sucesso foi total. Após a cerimônia, praças e oficiais americanos elogiaram muito a "brava, vibrante e melodiosa canção guerreira" da Força Aérea Brasileira.
E mais uma vez o "jeitinho brasileiro" salvou a situação.