No final do ano de 1944 os alemães abriram uma brecha na Linha Gótica, próximo a La Spezia, tornando possível que chegassem a Pisa. Houve correria, com ordens de evacuar a cidade e destruir todo e qualquer material que não pudesse ser levado e aviões que não pudessem decolar, de modo que estes não fossem tomados pelos alemães. Foram também distribuídos aos soldados, sargentos e oficiais do 1º GAvCa metralhadoras Thompson, fuzis M1 e considerável quantidade de munição. Felizmente, os aliados conseguiram reforçar a brecha e forçar os alemães de volta às suas posições de origem. Passado o susto, os soldados na base aérea de Pisa resolveram comemorar a 'vitória' e a virada do ano com enorme tiroteio.
Ocorre que os italianos, traumatizados que estavam com os bombardeios e ataques alemães, entraram em pânico correndo de um lado para outro, sem entender o motivo daquele tiroteio. Quem podia dizer que não eram os alemães? Para acalmar a situação, foi chamado às pressas o Major Aviador Marcílio Gibson Jacques, responsável pelo escalão de terra, fazendo com que a 'batalha' terminasse. A tropa foi imediatamente colocada em forma e o Maj. Gibson solicitou que os autores dos disparos se acusassem, no que teve apenas o silêncio da tropa como resposta. Como os autores não se acusaram, o Maj. Gibson passou então a cheirar, um a um, os canos dos Garand e Thompson, identificando através do cheiro de pólvora os autores dos disparos daquela noite.
O resultado de tal operação, além da prisão de diversos elementos do grupo, foi o novo apelido pelo qual o Maj. Av. Gibson passou a ser conhecido: "Gugu Cheira Cano".