Às 7h50 do dia 29/01/1945 decolaram duas esquadrilhas deste grupo a fim de bombardearem um depósito de combustível situado nos arredores de Piacenza. Após o bombardeio a força se dividiu, seguindo as esquadrilhas direções diversas à procura de alvos de oportunidade para metralhar.
As esquadrilhas sob o comando do 1º Ten.Av. Josino Maia de Assis foram sujeitas a fogo antiaéreo quando atacavam um alvo nas proximidades de Milão e, por este motivo, dividiram-se em dois elementos que seguiram em voo rasante na direção leste.
Próximo à cidade de Cassano, quando a esquadrilha novamente reunia, foi ainda uma vez submetida a intenso fogo antiaéreo que atingiu o avião do Ten. Assis, o qual imediatamente rumou para o sul ganhando altura. O piloto informou pelo rádio que o controle automático da hélice não funcionava e era enorme a tendência do avião para entrar em parafuso, tendo que auxiliar com a perna o esforço sobre o stick necessário a manter o avião em linha de voo. Seu aparelho deixava intenso rastro de fumo negro e vazava gasolina. Após algum tempo passou a exibir chamas que saíam do turbocompressor na cauda.
No momento em que o seu ala o avisava de que cessava a chama na cauda, o Ten. Assis soltava a capota do avião, que já perdia velocidade, e saltava de paraquedas na altura de 3000m. O paraquedas abriu cerca de 2000m de altura. O Ten. Assis pousou ao sul do Rio Pó, próximo as primeiras dobras dos Apeninos, afastado de qualquer cidade importante. Trajava eficiente roupa de frio e possuía alimentos e material de natureza confidencial que lhe facilitaria a fuga para as regiões próximas, ocupadas pelos “Partizans”.
A passagem pelas linhas alemãs torna-se difícil, em virtude das pesadas nevadas tão frequentemente nessa época do ano. Terminado o inverno, será muito provável o regresso do Tenente Assis.
Oswaldo Pamplona Pinto
Major Aviador
Chefe de Operações