Situado no Campo dos Afonsos, "Berço da Aviação Militar", o Museu Aeroespacial foi inaugurado em 18 de outubro de 1976, ocupando o prédio e os hangares da antiga "Divisão de Instrução de Voo" da Escola de Aeronáutica num total de 15.195 m². Atualmente o Museu Aeroespacial integra o Campus da Universidade da Força Aérea - UNIFA e está subordinado administrativamente ao Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica - INCAER, desde 1986. Nos cinco hangares, estão em exposição a coleção de aeronaves, de relevante valor histórico e tecnológico e as salas de exposição do prédio abrigam as principais coleções históricas de pioneiros da aviação.
História
A ideia de um Museu Aeronáutico data de 1943, quando o então Ministro, Dr. Salgado Filho, determinou sua organização, sendo o trabalho inicial e posteriores tentativas, interrompidos por falta de local disponível. Atendendo à Exposição de Motivos do Ministro da Aeronáutica, Ten. Av. Brig. do Ar Araripe Macedo, o Presidente Emílio Garrastazu Médici, criou o Núcleo do Museu Aeroespacial em 31 de julho de 1973, através do Decreto nº 72.552. Em janeiro de 1974, iniciaram-se os trabalhos de restauração das atuais instalações simultaneamente à coleta de acervo, restauração de aviões, motores, armas e outras peças de valor histórico.
A FAB na Guerra
No tocante ao 1º Grupo de Aviação de Caça, o Museu conta com duas aeronaves P-47D Thunderbolt preservadas e pintadas representando aeronaves do Grupo, sendo o P-47D-40 serial nº 45-49151 "B4", um dos nove Thunderbolts sobreviventes em condições de voo no mundo, e o P-47D-25 serial nº 44-19663 "A6" um real veterano da Campanha da Itália pintado em suas cores e marcas originais.
O Museu Aeroespacial conta, ainda com a sala "A FAB NA GUERRA". dedicada à participação da FAB na Segunda Guerra Mundial. Localizada no piso térreo em frente ao P-47D Thunderbolt "A6" e ao Piper L-4 da 1º ELO, seu acervo é constituído por fotos da época e peças e objetos utilizados durante a participação da Força Aérea Brasileira na Segunda Guerra Mundial, como dog-tags, objetos de uso diário, armamentos, condecorações e uniformes.
Na seção de quadros do Museu, encontram-se duas obras referentes ao 1º GAvCa.
- "Senta a Púa", de Wilfrid Hardy, acrílico sobre tela de 1977 retratando o P-47 "B6" em ataque a locomotivas e que serviu de base para a capa do livro "Senta a Púa", de autoria do Brig. Rui Barbosa Moreira Lima.
- Obra sem título de Exequiel Martinez, acrílico sobre tela de 1976 retratando o P-47 "C1", do então Cap. Fortunato Câmara de Oliveira iniciando o seu ataque em piquê.
Outras Exposições
Além da sala dedicada à FAB na guerra, há as seguintes exposições permanentes:
Esquadrilha da Fumaça - Esquadrilha de Demonstração Aérea (EDA)
No espaço dedicado à equipe de demonstração acrobática da FAB encontra-se como peça em destaque North American T-6D FAB 1959, que pertenceu Cel.Av. Antonio Arthur Braga, lendário líder do EDA. Entre outras peças encontram-se, ainda, fotos históricas, maquetes de todas as aeronaves que foram utilizadas pelo EDA e um capacete de piloto.
Sala D'Armas
Na Sala D'Armas destacam-se as metralhadoras Lewis e Vickers do período de 1914 e 1918, além de uma Hotchkiss Benét Mercié, de cavalaria, primeiro modelo de metralhadora usada num combate aéreo, em 1914. Do período da 2º Guerra Mundial, as Bredas, italianas; HO-1, japonesa, Browning M2, americana e as Rheinmetal-Borsig MG-15, alemães. Apresentam-se também em exposição os canhões aéreos Hispano-Suiza e Oerlikon-Dainippon, entre outras peças bélicas.
A Mulher na Aviação
Idealizada para ser um espaço de exposições temporárias dentro da temática aviação, tem como propósito oferecer ao visitante a oportunidade de conhecer outras coleções de objetos, fotografias e documentos que não estão expostas, empreendendo com isso um dinamismo à mostra deste Museu. Foi inaugurada no dia 30 de novembro com a exposição temporária "A Força Mulher” – A trajetória da mulher militar na FAB. Passado-Presente- Futuro”. A mostra conta com fotografias, painéis e objetos pessoais, dentre os quais, medalhas, uniformes e documentos das diversas turmas que contribuíram para o engrandecimento da Força Aérea Brasileira nesses vinte e cinco anos de atividade.
Ministro Salgado Filho
O mobiliário do gabinete do primeiro Ministro da Aeronáutica está em exposição nesta sala, valorizada com duas telas a óleo retratando o Campo dos Afonsos em épocas distintas. Possui, ainda, uma galeria de fotos dos Ministros e Comandantes da Aeronáutica.
Para Que Outros Possam Viver
Mostra sobre o Serviço de Busca e Salvamento (SAR - Search And Rescue) e os esquadrões da Força Aérea Brasileira que compõem o sistema SAR, cujo lema é "Para que outros possam viver".
Santos Dumont
Apresenta a história de Santos Dumont através de fotos, maquetes e objetos pessoais do Pai da Aviação, dando uma visão ampla não só sobre a pessoa, mas sobre o gênio inventivo cujas idéias iam além da aviação. A exposição conta, ainda, com a orbe metálica da qual se encontra preservado o coração do inventor.
Primórdios da Aviação
Tributo aos pioneiros da aviação no Brasil, como Alberto Santos-Dumont, Marcos Evangelista da Costa Vilela Júnior (projetista e construtor do monoplano Aribú e do biplano Alagoas), Antônio Guedes Muniz, (projetista da série de aviões Muniz), Henrique Jage (fundador da CNAA - Companhia Nacional de Navegação Aérea) e o Brigaddeiro Eduardo Gomes, Patrono da Força Aérea Brasileira. A coleção conta, ainda, com hélice original do dirigível Graf Zeppelin, modelos em escala de aviões e trajes de voo de várias épocas.
Sala de Motores
A coleção de motores do Museu Aeroespacial conta com motores de diversas épocas, dos primórdios da aviação à era dos jatos. Os destaque são um "Mono Soupape", de 1913, um raríssimo Diesel Junkers Jumo 205c e um motor Allison V-1710-85 que pertenceu ao único caça Bell P-39D Airacobra possuído pela FAB, utilizado exclusivamente na instrução no solo na EEAer. Na sala estão, ainda, expostos motores em corte, mostrando seu interior e funcionamento.
Sala Embraer
Sala onde, através de maquetes, fotos e objetos históricos conta-se a trajetória da EMBRAER – Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A., criada em 29 de julho de 1969 para desenvolver e comercializar o Bandeirante, desenvolvido pelo Centro Técnico da Aeronáutica por uma equipe liderada por Ozires silva. Privatizada em 7 de setembro de 1994 e hoje a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, tem entre seus principais sucessos os turboélices Bandeirante e Brasília, os jatos das famílias ERJ-135/145 e E-170/175/190/195, além dos aviões militares AT-26 Xavante, T-27 Tucano, AT-29 Super Tucano e A-1 AMX.
Pesquisa e Restauração
Além das pesquisas históricas desenvolvidas pela equipe do Museu, para as pesquisas solicitadas ou efetuadas pelo próprio visitante é colocado à disposição do interessado um valioso acervo bibliográfico com cerca de cinco mil títulos especializados, além de um importante arquivo histórico, contendo documentos escritos e impressos, fotografias, diapositivos, negativos, vídeos, filmes, etc. Projeção de filmes históricos e venda de publicações, etc., também fazem parte das atividades do Museu Aeroespacial.
O Museu Aeroespacial conta ainda com uma equipe de restauradores que realiza com fidelidade restaurações consideradas extremamente difíceis. Um dos mais impressionantes trabalhos é, certamente, a restauração de um Focke-Wulf Fw58B Weihe. O Fw58B de matrícula FAB 1530, em exposição no Musal, é o único exemplar desse modelo existente no mundo. Os destroços da aeronave foram encontrados em 1978, pelo Comandante Carlos Dufriche, no aeroporto Carlos Prates em Belo Horizonte, Minas Gerais. O fato foi comunicado ao Musal e foi providenciado o traslado em 26 de abril de 1979. A restauração da aeronave levou dezessete anos (1981 - 1998).
Com o aumento contínuo das coleções e a saturação do espaço existente para exposição, a direção do Museu Aeroespacial, preocupada com a preservação dessas aeronaves, vem estudando a possibilidade da expansão do espaço físico da Instituição.
Museu Aeroespacial
Av. Marechal Fontenelle, n° 2000
Campo dos Afonsos - Marechal Hermes
Rio de Janeiro, RJ
21740-000
Fone: +55 (21) 2157-2986/2157-2537 (Recepção)
E-mail:
https://www2.fab.mil.br/musal/
Horário de visitação:
De terça a domingo das 09h00 às 16h00
Fechamentos dos portões às 15h30
Quartas-feiras (08h00 às 09h00), em atendimento à Lei Municipal 6.278/2017, que versa sobre horário exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes.
Entrada e Estacionamento gratuitos
Restrições:
- Não é permitida a entrada de animais, com exceção feita a cães-guia, conforme Lei n.º 11.126/2005; e aos animais de assistência emocional, atendendo o previsto na Lei Estadual n.º 9317/2021.
- A entrada poderá ser realizada de bermuda/short, camiseta, chinelos e sandálias, porém, é vedado o acesso sem camisa e/ou trajes de banho.
- Não é permitido o acesso ao MUSAL com propaganda político-partidária (camisas, adesivos em veículos, etc.).
- Não é permitida a entrada de pessoas armadas.